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Convulsão em crianças

Algumas atitudes preventivas podem amenizar os momentos de crise e os tratamentos corretos podem até mesmo evitá-los.

Camila Cruz - em 29/10/2012, 13h11
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Foto: thinkstockphotos.com

Uma situação bem angustiante, principalmente quando acontece com as crianças. Estamos falando em convulsão infantil, que, algumas vezes, pega os pais de surpresa, deixando-os nervosos e sem saber o que fazer durante uma crise. E não é para menos, já que esse é um problema muito delicado e que requer cuidados importantes. Os distúrbios podem ocorrer em qualquer idade, até mesmo em bebês prematuros, porém algumas atitudes preventivas podem amenizar os momentos de crise e os tratamentos corretos podem até mesmo evitá-los.

Para entender melhor, a convulsão é um distúrbio que se caracteriza pela contração muscular de todo o corpo, ou de parte dele. Braços, pernas e tronco ficam endurecidos e estendidos, e começam a tremer. Geralmente, o distúrbio acontece quando há um aumento excessivo da atividade elétrica em determinadas áreas do cérebro. Elas podem ser de dois tipos: parciais (ou focais), quando apenas uma parte do hemisfério cerebral é atingida por uma descarga de impulsos elétricos desorganizados, ou generalizadas, quando os dois hemisférios cerebrais são afetados.

Na maioria das vezes, não é possível identificar a causa da convulsão, mas geralmente está relacionada às emoções intensas ou traumas muito grandes, como, por exemplo, a morte de uma pessoa querida, excesso de esforço, determinados ruídos, música muito alta, odores ou luzes fortes. Algumas doenças, como epilepsia e tumores cerebrais, também podem ser a causa das crises. Em especial nas crianças com menos de cinco anos, a febre alta é um dos principais sintomas.  

Convulsão e epilepsia nas crianças

Falar em convulsão infantil é importante porque as crianças são pouco expressivas, podendo, muitas vezes, não manifestar tremor algum durante uma crise, por isso é preciso estar atento para perceber algo estranho acontecendo. Em alguns casos, a convulsão pode ser resultado de epilepsia, que é uma doença específica e predispõe a criança a convulsões, mesmo na ausência de febre alta, pancadas na cabeça, derrames ou tumores cerebrais. Porém, precisamos lembrar que convulsão não é obrigatoriamente sinônimo de epilepsia.

Nos bebês recém-nascidos é verificado, com frequência, um tipo de crise de convulsão chamada pelos médicos de sutil. Os sinais são um piscar rápido dos olhos ou sucessivos movimentos de repuxamento dos lábios, ou até mesmo episódios de apneia. Após três meses e até o final do primeiro ano de vida podem ocorrer episódios em que a criança, subitamente, flexiona os seus membros, chora, relaxa e volta a realizar esses movimentos. 

Inicialmente parece uma cólica, mas ao longo dos dias a criança fica mais tristonha ou irritada, e pode até deixar de reconhecer e sorrir para os familiares.  Trata-se dos chamados espasmos infantis, uma forma grave de epilepsia nesse período.

Outra forma de epilepsia que surge entre os pré-escolares e escolares são as chamadas crises de ausência. Nesses casos a criança perde o contato, para de falar ou interrompe um movimento, podendo também dar algumas piscadelas, por poucos segundos e sem queda, retornando logo, como se nada tivesse acontecido.

Se as crises forem mais prolongadas, a criança poderá perder a sequência do que está sendo falado, o que pode ser motivo de baixo rendimento escolar, já que ocorrem várias vezes por dia. Essa é considerada uma forma benigna de epilepsia, que tende a desaparecer espontaneamente na adolescência.

O que fazer na hora da crise?

Especialistas recomendam que no momento de uma convulsão é fundamental (por mais difícil que pareça) os pais manterem a tranquilidade. Quando passar a crise, que, em geral, não dura mais que 10 minutos, a criança precisa ser encaminhada rapidamente ao pronto-socorro para tomar os medicamentos corretos, evitando problemas mais graves no futuro.

Em entrevista para o portal do Ministério da Saúde, o neurologista do Hospital Federal Bonsucesso, no Rio de Janeiro, José Antônio Guasti, explica quais atitudes devem ser tomadas durante uma crise, e atenta em que, se outra convulsão vier logo em seguida, pode causar edema cerebral, por isso é tão importante a procura imediata por atendimento médico.

“Proteger o corpo, de preferência evitando que a pessoa bata com a cabeça em algum lugar, é o primeiro passo. Se der tempo, é importante colocar um pano na boca para que ela não morda a língua, porque contrai toda a musculatura. Em seguida, vire a cabeça de lado um pouquinho para ela não vomitar, porque às vezes sai saliva, mas não tem problema nenhum.

A crise vai passando, e você só segura a pessoa para evitar machucados. Só isso, mais nada. Passado o estágio da convulsão, a pessoa pode acordar com dor de cabeça, vômito, enjoo, náuseas, tonteira e, às vezes, nem saber o que aconteceu. Essas são medidas que independem da idade”, explica, detalhadamente, o médico.

Diagnóstico

Nos casos de convulsões infantis, é imprescindível buscar atendimento médico especializado de pediatra e neurologista para que sejam realizados alguns exames como eletroencefalograma, tomografia computadorizada e ressonância magnética do crânio. Porém, os pais ou responsáveis podem observar também algumas características durante as crises de convulsões, já que essas informações podem ajudar no diagnóstico preciso.

Durante a crise: Marcar no relógio o tempo de duração da convulsão; analisar se braços e pernas se contraem apenas de um lado ou dos dois; se olhos e boca ficam fechados ou abertos; se a cor da face se torna azulada; se a criança responde aos chamados ou permanece inconsciente e se há sinais de incontinência urinária ou fecal.

Após a crise: Observar como é a forma de término da crise; se a criança recupera a consciência ou permanece sonolenta; se fala e responde a perguntas; se ela lembra o que aconteceu; se os movimentos voltam ao normal e se a dificuldade de movimentação se concentra em um lado só do corpo.

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